Quem somos nós

Grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Direito - Mestrado e Doutorado e ao Mestrado Profissional em Direito da Empresa e dos Negócios, ambos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, São Leopoldo - RS, com o objetivo de construir e embasar Marcos Regulatórios às Nanotecnologias, inserir o Direito na caminhada tecnocientifica e viabilizar uma fonte de pesquisa para os interessados neste tema.


Integrantes do Grupo:

Prof. Dr. Wilson Engelmann (Líder)

Afonso Vinício Kirschner Fröhlich

Cristine Machado

Daniele Weber Leal

Daniela Pellin

Patrícia dos Santos Martins

Rafael Lima

Raquel von Hohendorff

Patrícia Santos Martins

sábado, 29 de maio de 2010

Prêmio Nacional de Direito Ambiental "José Bonifácio de Andrada e Silva". IDPV


Prezados amigos, colegas e seguidores do blog,

venho por meio deste post fazer meus agradecimentos a todos que ajudaram, participaram e contribuíram para a concretização do "Diálogo entre Nanotecnologias, Direitos Humanos e Direito Ambiental". Monografia que foi premiada com a 2º colocação na categoria "Estudantes da Graduação" pelo Instituto o Direito por um Planeta Verde.

Um agradecimento especial: a) aos integrantes do Grupo JUSNANO, cujo prêmio é em homenagem pela dedicação de todos na busca de esforços intensivos e transdiciplinares para concretização e efetivação de Direitos nessa nova era  (nano)tecnológica; b) a Coordenação do Curso de Direito da Unisinos e ao Programa de Pós-Graduação; e c) a UNISINOS pelos esforços e pelo apoio no trato das Nanotecnologias e Marcos Regulatórios, mormente com o novo desafio de inflexão tecnológica.

Meus sinceros agradecimentos.

Aproveito a oportunidade também de elogiar e parabenizar o belíssimo evento que ocorreu no último final de semana, extendendo-se, também, na segunda, terça e quarta-feira em São Paulo, organizado pelo IDPV, destacando-se a Prof. Sílvia Cappelli, e os profs. Antonio Herman Benjamin, Eladio Lacey, José Rubens Morato Leite e Carlos Teodoro Irigaray. Evento este considerado o maior da América Latina em Direito Ambiental.

Um grande abraço,


André Stringhi Flores




Na foto: André Stringhi Flores na cerimônia de premiação no Palácio do Governo do Estado de São Paulo

terça-feira, 18 de maio de 2010

MEMBRO DO GRUPO JUSNANO É AGRACIADO COM O SEGUNDO LUGAR NO PRÊMIO NACIONAL DE DIREITO AMBIENTAL JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA



O aluno da graduação em Direito e Membro do Grupo André Stringhi Flores receberá em cerimônia a ser realizada no dia 23/05, das 12:00h - 13:00h, na Fundação Mokiti Okada (Rua: Morgado de Mateus, nº 77, Vila Mariana, São Paulo) e as 19:00h do mesmo dia (23/05), no Palácio do Governo de São Paulo, o Prêmio de segundo lugar no Concurso realizado pelo Instituto "O Direito por um Planeta Verde".

As Três Tecnologias de Risco Ambiental, pelo Prof. André Weyermüller

2)     Transgênicos (continuação)  
            Na última coluna falamos sobre os transgênicos e passamos a conhecer os benefícios e riscos de sua utilização. Enumeramos benefícios como as técnicas de biorremediação de locais que foram afetados por um dano ambiental, a diminuição do uso de herbicidas em lavouras transgênicas, a tolerância maior em climas adversos, entre outros. Quanto aos possíveis riscos, referimos a contaminação de culturas tradicionais por transgênicas e o aparecimento de pragas resistentes. Pois bem, como não foi possível falar sobre todos os riscos, vamos conhecer mais alguns:
      O aumento do uso de defensivos agrícolas é apontado como uma possibilidade real por alguns estudos. Em certas configurações climáticas, culturas transgênicas necessitariam de maior quantidade de produtos químicos para ter êxito comercial. Possíveis reações alérgicas e alterações no metabolismo humano devido ao consumo de transgênicos podem ocorrer levando em consideração que a manipulação genética é capaz de provocar a produção de substâncias desconhecidas pelas plantas, o que poderia causar reações não previstas no corpo humano.
      Além dos riscos biológicos e dos ligados a saúde, temos riscos de ordem econômica. Como toda tecnologia que dispomos, a transgenia é resultado de dispendiosos estudos científicos financiados por empresas que pretendem comercializar os produtos resultantes desse processo de pesquisa. Assim como ocorre com a indústria farmacêutica, que investe pesado no desenvolvimento de novas drogas com objetivos econômicos, a indústria da genética também precisa de retorno financeiro. Assim, a indústria das sementes geneticamente modificadas forma um oligopólio para melhor defender seus interesses, pois empresas como a Monsanto, DuPont e Syngenta atuam em várias frentes a fim de dominar todas as fases da cadeia produtiva de alimentos e produtos farmacêuticos. Essas multinacionais possuem os meios financeiros e científicos para permanecer sempre adiantadas nas pesquisas e na distribuição de produtos em todo o mundo, fazendo com que o setor agrícola fique dependente de um pequeno grupo de empresas que podem ditar os preços e controlar o fornecimento de sementes e a venda de defensivos agrícolas necessários para essas culturas.
      Dominando a tecnologia e o mercado, as empresas multinacionais detentoras das patentes tornam os pequenos produtores dependentes. Duas tecnologias criadas juntamente com os transgênicos objetivam garantir essa dependência econômica. Trata-se da terminator e da trator. A primeira consiste em introduzir genes específicos que tornam a planta estéril na segunda geração, ou seja, as sementes precisam ser compradas da empresa, pois não se reproduzem mais, garantindo o esperado retorno financeiro. A tecnologia trator consiste em condicionar uma planta geneticamente modificada a necessitar da aplicação de um produto químico específico para ativar ou desativar certas características desejáveis como resistência a insetos, florescimento, sabor e qualidades nutricionais. A dependência dos agricultores fica evidente devido à necessidade de adquirir sementes e produtos químicos para manter sua atividade. Trata-se assim de um risco econômico.
       Apesar dos riscos inerentes aos produtos transgênicos, verificamos que existem benefícios que não podem ser ignorados. Soja, milho, algodão e canola são as principais culturas transgênicas comercializadas no mundo e já estão presentes nas mesas de um número incalculável de pessoas que deveriam ser os destinatários de uma efetiva proteção de seus direitos de consumidores. No Brasil a questão dos transgênicos teve início com uma discussão judicial visando proteger os consumidores. Falaremos sobre isso na próxima coluna.                                 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As Três Tecnologias de Risco Ambiental, pelo Prof. André Weyermüller


2)     Transgênicos (continuação)

       Na última semana iniciamos a análise da tecnologia genética falando de transgênicos que é segunda das três fontes de riscos ambientais que iremos conhecer. Falamos sobre a origem e o desenvolvimento da engenharia genética e fizemos a devida diferenciação entre um organismo geneticamente modificado (OGM) e um transgênico. Afirmamos que todo organismo transgênico é um OGM, mas nem todo OGM é um transgênico.
       Vamos então prosseguir no tema para entendê-lo melhor. A transgenia nos dias de hoje, é um tema que não ocupa mais posição de destaque na mídia. O assunto já foi mais badalado no início da década. Muito se falou, uma lei foi produzida, mas pouca coisa avançou em termos de proteção dos direitos do consumidor. É como se a questão não tivesse mais importância, como se tivesse sido superada. Infelizmente o que se vê é a grande desinformação sobre o tema e o desinteresse em esclarecer melhor as coisas para que todos saibam dos riscos e benefícios e possam optar entre consumir ou não alimentos e produtos transgênicos.
        Passemos então a conhecer primeiramente os benefícios que a literatura apresenta sobre o tema: Quando ocorre a degradação ambiental de uma área contaminada por um produto químico ou material, faz-se necessário aplicar técnicas de biorremediação e restauração. A biorremediação pode ser feita aplicando microorganismos geneticamente modificados no tratamento desses locais. Outra vantagem defendida por estudiosos consiste na redução de impactos ambientais devido à diminuição da utilização de herbicidas em lavouras transgênicas que necessitariam menos produtos químicos para seu desenvolvimento. Um terceiro motivo para defender os transgênicos é a tolerância maior em condições climáticas adversas como frio, seca e acidez do solo.
        Desenvolvendo características mais resistentes nas culturas é possível alargar áreas de cultivo e ter perdas menores decorrentes das características do ambiente. Vinculado a isso teríamos o aumento da produtividade das colheitas geneticamente modificadas em relação às tradicionais. Outro aspecto positivo destacado é a possível redução dos custos de produção que estão vinculados a vários fatores que somados representam certa vantagem competitiva em relação às culturas tradicionais, pois as sementes modificadas geneticamente apresentam características melhoradas inclusive no que se refere à qualidade nutricional. Ainda sobre as vantagens da tecnologia, tem-se a produção de plásticos biodegradáveis produzidos a partir de material orgânico associado com bactérias modificadas. Por fim, a produção de substâncias como vacinas e biofármacos podem ser obtidas utilizando a tecnologia da modificação genética. Conhecidos alguns dos benefícios possíveis com a utilização de transgênicos vamos analisar os possíveis riscos.

       Tudo que fazemos implica em riscos. Eles fazem parte de nossas vidas de maneira inseparável. Assim, quando abordamos riscos em atividades ou técnicas que podem também ser benéficas como visto é preciso deixar claro, antes de apontar os riscos, que não se está procurando condenar os transgênicos. Pretende-se, isso sim, formar uma consciência mais apurada sobre o tema. Nada pior que a desinformação. Alguns estudos indicam que é possível que determinados insetos e bactérias do solo sejam eliminadas devido à utilização de transgênicos. Outro aspecto de risco ambiental é a possível “contaminação” de culturas tradicionais por transgênicas por meio de pólen, o que acabaria por prejudicar produtores que investissem nas culturas tradicionais. O aparecimento de insetos e plantas mais resistentes que o normal (superpragas) em face da incorporação de elementos transgênicos que poderiam modificar suas características naturais menos danosas. Isso implicaria na necessidade de aumento na utilização de produtos químicos nas lavouras ao contrário de uma redução como defendem os estudos que defendem as vantagens dos transgênicos. O assunto precisa de mais espaço. Assim, na próxima coluna continuaremos tratando do mesmo.                         

terça-feira, 4 de maio de 2010

As três tecnologias de risco, pelo Prof. André Rafael Weyermüller



2)     Transgênicos

       Na última coluna concluímos a exposição acerca da tecnologia nuclear, que foi a primeira das três fontes de riscos ambientais. Lembramos dois acidentes envolvendo a tecnologia nuclear (Chernobyl e Goiânia) que demonstram na prática os riscos envolvidos. Também destacamos a utilidade prática e a aplicação na medicina.
       Passaremos para a próxima tecnologia de risco ambiental: Transgênicos. Antes de falar dos transgênicos precisamos compreender alguns conceitos importantes e a evolução da biotecnologia. Ainda na Antiguidade, encontra-se registro de suas primeiras aplicações com a fabricação de cerveja pelos Sumérios em torno de 1750 antes de Cristo. Em 1663, Robert Hooke descobre as células vegetais. Em 1830 descobrem-se as proteínas e em 1863 Gregor Mendel descobre que as características de uma espécie são transmissíveis através de unidades independentes que mais tarde foram denominadas de genes. Em 1944, Oswald Avery comprova que o DNA é a substância que constitui um gene. Em 1973 Cohen e Boyer fazem o primeiro experimento de DNA recombinante ao transferir um gene de sapo para uma bactéria.
       Toda essa evolução científica começou a apresentar resultados aplicáveis em benefício da humanidade com a produção de insulina que foi o primeiro produto de biotecnologia aprovado nos Estados Unidos (1982), seguido pela produção de interferon para o combate ao câncer. Em 1996 os cientistas criam a famosa ovelha Dolly clonada de outra ovelha geneticamente igual a ela. Como visto, essa tecnologia vem evoluindo de longa data, mas apresentou uma rápida evolução nas últimas décadas e representou uma importantíssima contribuição para varias áreas da ciência que dela dependem. Através das técnicas da engenharia genética é possível isolar qualquer gene de qualquer espécie e transferir o mesmo para o genoma de qualquer outro ser vivo.
       Por exemplo: É possível transferir para plantas os genes de um mamífero, de uma planta ou de um vírus. Visa-se com isso o melhoramento de uma espécie vegetal ou animal através de um gene que, combinado com os genes originais do organismo, melhora de alguma forma suas características como tamanho, quantidade de nutrientes, etc. Na prática, foram criadas plantas resistentes a insetos, hormônios humanos, bactérias capazes de degradar resíduos de petróleo e lixo tóxico entre outros. Convém fazer uma diferenciação inicial entre organismos geneticamente modificados e transgênicos. Geralmente os dois termos são utilizados como sinônimos, porém, existe uma diferença fundamental: Considera-se transgênico o organismo que foi modificado geneticamente com a introdução de genes de outra espécie. Ou seja, foi introduzido um gene que não pertence à espécie daquele organismo, como no caso de um vegetal que recebe um gene de uma bactéria para melhorar suas características. É o caso da soja transgênica criada pela empresa Monsanto conhecida por Roundup Ready que foi modificada com a inserção de genes de bactérias. Considera-se organismo geneticamente modificado (OGM) o organismo que foi modificado através da introdução de um gene da mesma espécie. Por exemplo, temos o tomate Flavr Savr conhecido por tomate “longa vida” que demora mais para amadurecer devido a uma mudança genética feita através de uma inversão de genes dele próprio, ou seja, da mesma espécie. Assim, temos uma diferença fundamental entre OGM e transgênico.
      O termo transgênico foi usado pela primeira vez em 1983 por Gordon e Rudle e passou a ser sinônimo de organismo alterado geneticamente. Podemos então afirmar, que todo organismo transgênico é um OGM, mas nem todo OGM é um transgênico. Na próxima coluna continuaremos falando dessa tecnologia.            

sexta-feira, 30 de abril de 2010

GRUPO JUSNANO NO 14º CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO AMBIENTAL - SÃO PAULO


O Grupo Jusnano através de seus membros André Stringhi Flores e Wilson Engelmann estará apresentando trabalho com o título "NANOTECNOLOGIAS E O IN DÚBIO PRO AMBIENTE :UM OLHAR AMBIENTAL SOBRE OS RISCOS DO EMPREGO DE MATERIAIS COM ESCALA NANOMÉTRICA" no 14º CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO AMBIENTAL e 15º CONGRESSO BRASILEIRO DE DIREITO AMBIENTAL na cidade de São Paulo nos dias 24 e 25 de maio.

Aproveito a oportunidade para fazer a divulgação do renovado evento e agradecer pela oportunidade concedida. Colacionado o folder abaixo:


Maiores informações no site: http://www.planetaverde.org/


Obrigado pelo carinho e atenção de todos,


André Stringhi Flores

Pesquisador em Nanotecnologias e Marcos Regulatórios.



terça-feira, 27 de abril de 2010

As três tecnologias de risco ambiental, pelo Prof. André Weyermüller



1)     Nuclear (continuação)


         Na última coluna iniciamos uma análise de três tecnologias que representam riscos ambientais: nuclear, genética (transgênicos) e nanotecnologias. A primeira dessas três fontes de riscos ambientais foi objeto de um breve resumo sobre sua origem e desenvolvimento na semana passada. Vimos que sua origem deu-se em virtude da estratégia de guerra dos Estados Unidos que utilizaram bombas atômicas contra duas cidades japonesas indefesas, finalizando a Segunda Guerra Mundial. O enorme poder que essa tecnologia representava logo passou a ser compartilhado entre as duas potências vencedoras da guerra, Estados Unidos e União Soviética que iniciaram uma corrida armamentista e um ambiente de insegurança conhecido como Guerra Fria.
        Paralelamente a aplicação militar, desenvolveu-se uma fonte de energia importante com as usinas nucleares largamente utilizadas no mundo. Até o Brasil possui usinas em Angra dos Reis com projeto de ampliação. Em relação a poluentes, as usinas nucleares não impactam o meio ambiente como as termelétricas. A produção de energia elétrica em usinas nucleares é feita através do aquecimento de água por urânio (material radioativo) que faz mover a turbina. Quando controlado dentro dos padrões exigidos, esse processo não causa dano ao meio ambiente.
        O cientista James Lovelock, por exemplo, defende a idéia de que essa forma de produção energética seria a única solução para combater o aquecimento global. Porém, os riscos que envolvem tal atividade são consideráveis devido ao problema da destinação do lixo atômico e a possibilidade de um acidente como o corrido em Chernobyl (na antiga União Soviética) em 1986. Trata-se do maior acidente nuclear da história decorrente da explosão do reator nuclear que liberou uma nuvem de radioatividade que atingiu praticamente toda a Europa. Dezenas morreram no acidente e muitos outros nos trabalhos de isolamento do núcleo do reator. Estima-se que milhares ainda morram em decorrência de câncer causado pela radiação. Enormes prejuízos econômicos em toda a Europa ocorreram devido à contaminação do gado, sem contar os moradores da cidade de Pripyat, próxima da usina e que hoje não pode ser habitada em virtude da radiação.
      Além da aplicação na produção de energia, a medicina também se utiliza da tecnologia para variados exames e procedimentos de radiologia, radioterapia e medicina molecular que também não estão isentos de riscos. Em 1987, na cidade de Goiânia, um aparelho usado em radioterapias que estava abandonado no prédio de uma clínica que mudou de endereço foi furtado por um dono de ferro-velho que desmontou o invólucro de chumbo que protegia o material radioativo denominado “césio-137” para vender o material. Ao romper a proteção, descobriu em seu interior um pó azulado que brilhava no escuro e que foi mostrado para diversas pessoas que inclusive tocaram o material. Logo em seguida começaram a apresentar sintomas de contaminação por radiação sem saber do que se tratava. Até que as autoridades de saúde tomaram ciência da natureza da contaminação, mais de cem mil pessoas já tinham mantido contato com a radiação, sendo que dezenas foram contaminadas com várias mortes. Até hoje, existem pessoas que sofrem de doenças relacionadas ao acidente.
      Os casos de Chernobyl e Goiânia são emblemáticos e demonstram os riscos que essa tecnologia representa para o meio ambiente quando não for bem controlada, sem esquecer-se do risco da utilização de armas nucleares que tanto podem ser utilizadas por países (vários possuem em seus arsenais) quanto por terroristas que também podem acessar tal tecnologia e causar, além de destruição em massa, danos ambientais irreversíveis. Vejam o caso da Coréia do Norte e seu ditador que investe a maior parte de seu orçamento em armamentos incluindo armas atômicas. A tecnologia nuclear é ao mesmo tempo positiva e fonte de sérios riscos ambientais. Convivemos com uma realidade contraditória onde a precaução é necessária. Na próxima coluna falaremos sobre a segunda tecnologia.

terça-feira, 20 de abril de 2010

NANOLAW: Assessoria Jurídica e Gestão do Risco (nano)tecnológico

Prezados,

venho, por meio deste post, apresentar a nova vertente do Grupo de Pesquisa JUSNANO:  a NANOLAW: Assessoria Jurídica e Gestão do Risco (nano)tecnológico.

Empresa que nasce da concepção de Tríplice Hélice, congregando Empresa, Universidade e Estado.

Temos o prazer de apresentar os serviços oferecidos por essa vertente empresarial do Grupo, que disponibilizará ao mercado tecnológico uma ampla assessoria jurídica "artesanal" voltada a realidade complexa e contigente das empresas que desenvolvem Inovação Tecnológica, buscando benefícios fiscais, consultando em diversos setores jurídicos, trabalhando com gestão do risco (nano)tecnológico, e trazendo soluções ao processo produtivo, através de profissionais amplamente qualificados, com manipulação de átomos e moléculas em escala nanométrica.


A NANOLAW tem o apoio da Unisinos, tendo com os seguintes objetivos empresariais:


1. Apresentar o sentido e o alcance de INOVAÇÃO a partir da Lei de Inovação (Lei Federal nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004) e a Lei do Bem (Lei Federal nº 11.196, de 21 de novembro de 2005);

2. Interpretar as possibilidades apresentadas pela Lei Federal nº 11.484, de 31 de maio de 2007, que instituiu o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores – PADIS;

3. Constatado o enquadramento da empresa nestas leis ou outras que versem sobre a inovação tecnológica, apurar os benefícios tributários incidentes, preparar e encaminhar a documentação necessária ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT);

4. Gestão tributária e contábil – organização dos documentos e da contabilidade com abertura de contas específicas – para que a empresa possa usufruir os benefícios mencionados;

5. Auditoria contábil a fim de verificar a existência de créditos ou débitos, dando os encaminhados adequados;

6. Elaboração do Plano de Negócios e assessoria jurídico-tributária-contábil para a abertura da empresa e seu estabelecimento no TECNOSINOS;

7. Soluções nanotecnológicas às empresas que ainda não utilizam tal tecnologia, através de profissionais qualificados, buscando a melhoria do produto ou do processo produtivo com olhar no aumento da potencialidade e menor custo final dos produtos oferecidos;

8. Gestão do risco (nano)tecnológico, buscando a prevenção de demandas judiciais futuras, com utilização de laudos de pós-doutores em nanotecnologia, serviços de administradores e contadores empresarias, aliado a advocacia tecnológica, nos seguintes fundamentos:

9. Assessoria jurídica, compreendendo uma filosofia de trabalho enraizada em advocacia tecnológica “artesanal”, evitando demandas judiciais. O que significa isso? Buscamos proporcionar um atendimento diferenciado para o cliente, no sentido de que ele possa ter o profissional contratado sempre ao seu lado, sem a dimensão de um grande escritório onde não há aquele atendimento pessoalizado do início ao fim do processo. Dentro de nossa filosofia, o advogado tecnológico deve buscar não só o efetivo meio para a solução do conflito, mas, também, estar à disposição sempre que o cliente o requisitar, construindo soluções para que não se utilize o meio judicial. Somos uma empresa de assessoria que deseja interagir com os profissionais que convivem com o dia a dia do seu negócio. Agimos e trabalhamos sem que sua assessoria, seu profissional de confiança ou seu departamento jurídico necessite ser substituído. Apresentamos-nos como uma ferramenta útil aos seus profissionais de modo que o somatório de experiências e conhecimento represente os melhores resultados nas suas demandas, sem exclusões. O direito moderno exige cada vez mais que nossas questões e interesses sejam resolvidos tendo o Judiciário como o último caminho a ser trilhado. Análise, construção, articulação e negociação são elementos essenciais na realização de objetivos estratégicos. Oferecemos todo o suporte para que seus interesses transitem com eficiência e resultado, propiciando um ambiente que estipule a Inovação Tecnológica.










Atenciosamente,


André Stringhi Flores


terça-feira, 6 de abril de 2010

As Três Tecnologias de Risco Ambiental

      Nas próximas semanas postaremos textos de autoria do Professor André Rafael Weyermüller, em que se desenvolve o contexto das três tecnologias de risco ambiental.



      As três tecnologias de risco ambiental:

      1) Nuclear



    A humanidade criou tecnologias que se revelam ao mesmo tempo boas e más. Entre várias que desenvolvemos, escolhi três que me parecem mais importantes e problemáticas: a tecnologia nuclear, a genética (transgênicos) e as nanotecnologias.
     Vamos iniciar pela tecnologia nuclear, sua origem, riscos e benefícios. Os estudos com átomos e radiação não são recentes. Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford fez sua "experiência da dispersão" para suas novas descobertas sobre a estrutura do átomo, surgindo a base para o modelo de átomo que estudamos até hoje. A pesquisa evoluiu nos anos seguintes, tomando proporção com a deflagração da Segunda Guerra Mundial em 1939 com a invasão da Polônia pela blitzkrieg alemã. Como a energia contida no átomo já era conhecida em teoria, o receio de que o inimigo se utilizasse dela para fins militares deu o empurrão necessário para a aplicação prática de uma força que até então era apenas teórica.
     Como os Estados Unidos entraram oficialmente na guerra após o dia 07 de dezembro de 1941 devido ao ataque japonês contra a base naval de Pearl Harbour no Havaí, a atenção do governo americano para o assunto foi motivada pela necessidade de se construir uma arma devastadora capaz de mudar os rumos da guerra (e da humanidade!). Para atingir esse objetivo, partiu-se inicialmente do estudo de vários cientistas, com destaque a Enrico Fermi que construiu o primeiro reator nuclear experimental em 1942 nos Estados Unidos.
     Suspeitando que os cientistas de Hitler estivessem trabalhando em um projeto atômico (na Alemanha, um dos primeiros a reconhecer o potencial existente na fissão nuclear foi o físico Werner Heisenberg), o governo Roosevelt investiu uma fortuna no desenvolvimento da tecnologia criando o “Projeto Manhattan” (trabalhos preliminares haviam sido feitos na Universidade de Columbia, no bairro nova-iorquino de Manhattan). A chefia do projeto foi entregue ao general Leslie Groves sob o controle técnico do cientista Julius Oppenheimer, incumbido de coordenar o grupo de cientistas reunidos pelo governo em Los Alamos, Novo México, uma região deserta e apropriada para desenvolver um projeto secreto. Foram construídas enormes instalações para a processamento e obtenção de urânio e plutônio (material para fazer a bomba) que estavam localizadas em Hanford, Oak Ridge (Tennessee) e em Los Alamos. Centenas de cientistas e mais de meio milhão de pessoas trabalharam no projeto.
     O segredo foi mantido pois ninguém fez uma ligação direta entre as instalações de produção, distantes umas das outras, tanto que até o final da guerra ninguém no Congresso americano soube de sua existência mesmo tendo consumido dois bilhões de dólares do orçamento. Após vários experimentos foi possível construir uma bomba que podia ser transportada por um avião (B-29) até o infeliz alvo. Os cientistas reunidos em torno do projeto ainda não conheciam os reais efeitos da detonação de tal artefato, tão pouco das consequências para a saúde e o meio ambiente que poderiam decorrer de sua utilização. A guerra na Europa terminou em maio de 1945 com a rendição da Alemanha, porém, a guerra contra o Japão prosseguia. O presidente Roosevelt morre e a decisão de utilizar a bomba (testada no deserto) ficou para o presidente Harry Truman. Decidiu-se então usar essa nova tecnologia contra duas cidades japonesas: Hiroshima em 06 de agosto e Nagasaki em 09 de agosto de 1945.
     A detonação das duas bombas causou a morte de mais de 160 mil pessoas, enorme destruição e terríveis consequências para os sobreviventes devido a radiação. Estava dada a partida para uma nova era de insegurança e medo da aniquilação total da humanidade. Além da aplicação militar, essa tecnologia possibilitou o desenvolvimento da energia nuclear para a produção de eletrecidade bem como tratamentos médicos importantes além de ser fonte de um significativo problema ambiental. Na próxima coluna falaremos mais sobre o assunto.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Uma nova forma de produção energética


    

     Recentemente, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, descobriram um fenômeno que faz com que ondas de energia sejam lançadas por nanotubos. Esse fenômeno pode levar a uma nova forma de produção de eletricidade.
     Conforme Michael Strano, professor de engenharia química do MIT e um dos autores do estudo, “O fenômeno das ondas de termoforça abre uma nova área na pesquisa de energia, o que é algo muito raro”.
     O nanotubo de carbono é o material essencial para esse acontecimento, nele os átomos estão dispostos como em uma cerca de arame enrolada (como na figura). O experimento consiste em cobrir os nanotubos com um combustível altamente reativo, capaz de produzir calor à medida que se decompõem. Com um laser foi dado início à inflamação do combustível, obtendo-se uma onda térmica que perpassou mais rapidamente o corpo do nanotubo do que o próprio combustível.
     Assim, como com uma temperatura de mais de 2.700º C o anel de calor se moveu pelo nanotubo 10 mil vezes mais rápido do que o espalhamento normal da reação química, acabou por deslocar, junto dessa onda térmica, elétrons, criando, consequentemente, uma corrente elétrica significativa.

     O artigo pode ser lido na íntegra por assinantes da Nature Materials, acessando www.nature.com/naturematerials.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/11859/divulgacao-cientifica/novo-modo-de-produzir-eletricidade.htm