Quem somos nós
Grupo de pesquisa vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Direito - Mestrado e Doutorado e ao Mestrado Profissional em Direito da Empresa e dos Negócios, ambos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, São Leopoldo - RS, com o objetivo de construir e embasar Marcos Regulatórios às Nanotecnologias, inserir o Direito na caminhada tecnocientifica e viabilizar uma fonte de pesquisa para os interessados neste tema.
Integrantes do Grupo:
Prof. Dr. Wilson Engelmann (Líder)
Afonso Vinício Kirschner Fröhlich
Cristine Machado
Daniele Weber Leal
Daniela Pellin
Patrícia dos Santos Martins
Rafael Lima
Raquel von Hohendorff
Patrícia Santos Martins
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
“NANOBUBBLES” – A FUTURA CURA DO CÂNCER?
Cientistas da Rise University (Houston, Texas) descobriram uma técnica que pode levar à cura do câncer. Tal técnica consiste na utilização de nanobolhas que agem diretamente na célula doente, sem danificar as demais saudáveis.
As “nanobubbles” são criadas quando nanopartículas de ouro são tocadas por pequenos pulsos de laser. São pequeníssimas bolhas somadas à anticorpos – levando ao ataque, somente, do alvo certo -, que ao entrarem em contato com a célula cancerígena explodem-na. Segundo Dmitri Lapotko, físico da Rice University e líder do projeto, “a ideia é detectar e tratar as células não saudáveis cedo, antes que a doença progrida ao ponto de deixar as pessoas extremamente doentes”.
A mesma tecnologia foi testada em artérias, constatando-se que também é efetiva em desobstruir artérias com depósitos de gordura.
Dessa forma, acredita-se que as “nanobubbles” podem ser usadas em uma combinação de diagnóstico e terapia, não somente no tratamento do câncer, bem como, na prevenção de doenças advindas de artérias obstruídas.
Fonte: Science Daily
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
AS NANOTECNOLOGIAS E OS
DIREITOS HUMANOS
Wilson Engelmann [1]
O filme “O dia depois de amanhã” provoca uma reflexão sobre o aquecimento global, o descuido da raça humana com a sua casa, que é o Planeta Terra. A natureza, apesar de toda sabedoria humana, segue as suas próprias regras e ignora o próprio ser humano. O filme retrata esse aspecto, quando a natureza, a fim de buscar o equilíbrio destruído pelo ser humano, volta para uma nova Era Glacial. Tudo congela, inclusive todas as criações humanas. O sinal de alerta que o filme quer retratar pode ser aplicado ao presente momento, onde o aquecimento global assume as pautas de discussão, mas não se vislumbra um sério compromisso e responsabilização pelo seu controle.
No cenário assim delineado, inserem-se as nanotecnologias, que prometem, inclusive, auxiliar no controle da poluição e do próprio aquecimento global.
O que são as nanotecnologias? No dizer de Eric Drexler: “são tecnologias em que produtos apresentam uma dimensão (in)significante, isto é, menos do que 1/10 de mícron, cem nanômetros ou cem bilionésimos de metro” (2009, p. 42). Explicando melhor: Um nanômetro está para um metro, assim como uma bola de gude está para o planeta Terra. E como se consegue isso? Utilizando equipamentos para reduzir o tamanho das partículas, envolvendo grandes cargas de energia, que são jogadas na natureza, aumentando ainda mais o desequilíbrio.
O universo das nanotecnologias são os átomos. A nanociência trabalha com a menor unidade que constitui toda a matéria no universo: o átomo. Os átomos são os componentes básicos das moléculas e da matéria comum existente na Terra. Eles têm a capacidade de se agrupar e criarem moléculas. Juntando átomos, constroem-se moléculas; reunindo moléculas, a partir de um desenho, forma-se uma nanomáquina, um sistema projetado para aproveitar as propriedades destas moléculas e realizar certa tarefa. A partir dessas micromáquinas (com tamanho de moléculas) se produziriam máquinas ainda menores.
A construção em blocos, onde o primeiro são as próprias moléculas; a partir de interferências nas ligações químicas entre as moléculas será possível dar novos usos às estruturas conhecidas, montando pedaço a pedaço o que se quiser. Esse é o estilo drexleriano de construir e reproduzir as máquinas que estão espalhadas pela natureza, a fim de tornar os humanos mais capazes para a fabricação de coisas, inclusive para qualificar os processos naturais do corpo humano.
As perspectivas planejadas para a utilização da nanoescala se verificam a partir do momento em que “não simplesmente [se] descreve os processos da natureza na escala nano, mas transforma ativamente a natureza sobre a qual trabalha” (Maldonado, 2007, p. 72).
Este delineamento científico deverá merecer a atenção na estruturação epistemológica da nanotecnociência, eis que se distingue de tudo o que o humano desenvolveu até este momento histórico: “cada tipo de máquina molecular utilizada pela natureza se copiará, modificará, melhorará, reinventará. [...] A indústria material do futuro [hoje] está começando a nascer por meio da fusão de quatro setores: as biotecnologias, a vida artificial (ou neobiologia), a eletrônica molecular (com a biótica) e as nanotecnologias” (Rosnay, 1996, p. 225-6).
Esse parece ser uma antiga pretensão dos humanos: imitar e dominar a natureza. Tais propósitos estão, com as nanotecnologias, cada vez mais próximos. No entanto, como as regras naturais já estão dadas, cabe ao ser humano desvelá-las com atenção e cuidado, a fim de não provocar desequilíbrios irreversíveis. Todos esses avanços provocam uma reação humanamente normal: o medo acerca do pós-humano e da desumanização. Tais sentimentos nada mais são do que a representação da ambivalência de conquista e perda, de progresso e risco, de segurança e medo, com a qual o ser humano convive (Pulcini, 2009, p. 23). Talvez esse sentimento pudesse ser minorado pelo incentivo da pesquisa experimental. Vale dizer, antes do produto ser comercializado é necessária a realização de testes que possam comprovar a segurança do experimento e do produto que promete muitos avanços. Entretanto, na maior parte das vezes, o processo é invertido, ou seja, primeiro o produto é colocado à disposição do consumidor, para num segundo momento ser dada atenção dos riscos que estão inseridos nas novidades.
Nesse percurso é fundamental dar um tempo às reflexões éticas, ao olhar para o passado e retirar a aprendizagem da tradição. Necessário resolver um dilema ético: Saber se o que se tornou tecnicamente viável por meio da ciência deve ser tornado disponível pelas leis de mercado sem nenhum controle moral (Dupas, 2009, p. 65). Ele não deverá ser legado para depois; há uma decisão preliminar a ser tomada. Esse dilema precisará considerar-se, mas acompanhado de uma reflexão sobre a necessária simetria, tendo como vetor a “dignidade humana”, entre o “direito fundamental à informação, reconhecimento recíproco e certa liberdade das pessoas em relação aos sistemas que a cercam. Assim, será viável a prática efetiva do “princípio da precaução”, que adicionado ao “princípio da prevenção”, dará origem ao “princípio do cuidado” com as coisas humanas, as quais deverão vir em primeiro plano.
Parece ser imperiosa a retomada de valores éticos como referência sobre os rumos da ciência e das pessoas nesse contexto. Para tanto, torna-se muito atual a inspiração na phrónesis aristotélica, isto é, a virtude de avaliar os riscos e as consequências dos avanços nanotecnológicos. Tal proposto apresenta, no entanto, uma diferença básica com a sua concepção original: o saber prudencial é aplicado em relação à deliberação sobre meios e fins. Além do mais, é hora de praticar as características do phrónimos, da ética clássica de Aristóteles: a tomada de decisão no individual, mas com a preocupação com o coletivo. As decisões em termos de nanotecnologias não poderão ser guiadas pelos interesses individuais meramente financeiros.
De todo oportuno o entendimento de Habermas: “Quando as imagens religiosas e metafísicas do mundo perderam sua força universal, após a transição para um pluralismo ideológico, nós (ou a maioria de nós) não nos tornamos cínicos frios nem relativistas indiferentes, pois nos mantivemos no código binário de julgamentos morais de certo e errado – e assim quisemos nos manter. Adaptamos as práticas do mundo da vida e da comunidade política às premissas da moral da razão e dos direitos humanos, pois elas forneciam uma base comum favorável a uma inexistência da dignidade humana acima das diferenças ideológicas. Talvez, hoje, a resistência à temida alteração da identidade da espécie humana possa ser esclarecida – e justificada – por motivos semelhantes” (Habermas, 2004, p. 101).
Os Direitos Humanos seriamente considerados como um espaço de mediação e diálogo, com o respeito das diferenças, poderá ser a alternativa para a valorização da “res” pública (República) onde poderão voltar a dominar os interesses privados (restaurar o phrónimos), pensando-se uma pessoa responsável pelas consequências de seus atos e ações, a fim de se definir valores humanos comuns que possam organizar a nossa caminhada na sociedade.
[1] Doutor e Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado e Doutorado) da UNISINOS (São Leopoldo/RS); Professor de Direitos Humanos neste Programa (Mestrado); Projeto de Pesquisa: “Os Direitos Humanos e o ‘fascínio da criatividade’: em busca de justificativas éticas para a regulamentação das pesquisas e dos resultados com o emprego das nanotecnologias”, vinculado à linha de Pesquisa “Sociedade, Novos Direitos e Transnacionalização” do citado PPGD; Líder do Grupo de Pesquisa JUSNANO (CNPq/UNISINOS); Professor de Metodologia da Pesquisa Jurídica em diversos Cursos de Especialização em Direito da UNISINOS; Professor de Introdução ao Estudo do Direito do Curso de Graduação em Direito da UNISINOS; e-mail wengelmann@unisinos.br
REFERÊNCIAS:
DREXLER, Eric. Os Nanossistemas. Possibilidades e Limites para o Planeta e para a Sociedade. IN: NEUTZLING, Inácio e ANDRADE, Paulo Fernando Carneiro (Org.). Uma Sociedade Pós-Humana: Possibilidades e limites das nanotecnologias. São Leopoldo: Unisinos, 2009.
DUPAS, Gilberto. Uma Sociedade Pós-Humana? Possibilidades e Riscos da Nanotecnologia. IN: NEUTZLING, Inácio e ANDRADE, Paulo Fernando Carneiro (Org.). Uma Sociedade Pós-Humana: Possibilidades e limites das nanotecnologias. São Leopoldo: Unisinos, 2009.
HABERMAS, Jürgen. O Futuro da Natureza Humana. Tradução de Karina Jannini. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
MALDONADO, Carlos Eduardo. Filosofia de la Ciencia y Nanotecnociencia. IN: GALLO, Jairo Giraldo; GONZÁLEZ, Edgar; BAQUERO-GÓMEZ, Fernando (Edit.). Nanotecnociencia: nociones preliminares sobre el universo nanoscópico. Bogotá: Ediciones Buinaima, 2007.
PULCINI, Elena. Riscos Sociais, Patologias do Sujeito e Responsabilidade na Era da Técnica. IN: NEUTZLING, Inácio e ANDRADE, Paulo Fernando Carneiro (Org.). Uma Sociedade Pós-Humana: Possibilidades e limites das nanotecnologias. São Leopoldo: Unisinos, 2009.
ROSNAY, Joel de. El Hombre Simbiótico: miradas sobre el tercer milenio. Tradução de Alicia Martorell. Madrid: Cátedra, 1996.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Novidades no Ar
Após um período de recesso, o blog do Jusnano volta a operar normalmente. Pedimos desculpas àqueles que nos acompanharam em todas as postagens e conquistas e que nos últimos dias ficaram sem novidades concernentes ao grupo de pesquisa. Solicitamos também que qualquer dúvida referente ao projeto de pesquisa, ou demais curiosidades, sejam enviadas aos seguintes e-mails de contato:
André Stringhi Flores: sf_andre@hotmail.com
Professor Wilson Engelmann: wengelmann@unisinos.br
Já está em circulação no mercado americano e em processo de importação no Brasil, um produto que, não somente promete, como destrói as bactérias existentes em feridas humanas. O Acticoat® Wound Dressing da empresa Smith & Nephew é uma barreira antimicrobiana que pode ser utilizada em ferimentos infectados do tipo: queimaduras de primeiro e segundo grau, enxertos, úlceras venosas, úlceras diabéticas, locais onde foram feitas cirurgias, etc. A nova tecnologia utiliza de nano cristais de prata, este que é o agente responsável pela barragem de microorganismos patogênicos em machucaduras cutâneas, reduzindo, assim, o risco de infecção.
Os testes in vitro mostraram que o Acticoat® mata bactérias em apenas 30 minutos; podendo, uma única bandagem, agir por mais de 3 dias após a colocação. Dessa forma, evita-se a formação de colônias de bactérias, promovendo, ao paciente, uma rápida recuperação. Porém, vale salientar que o produto não pode ser utilizado em pacientes que apresentem sensibilidade à prata.
Fonte: http://global.smith-nephew.com/us/ACTICOAT_PRODUCT_RANGE_8803.htm
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Direito e Nanotecnologia é o tema/capa da Revista Visão Jurídica
Os membros: André Stringhi Flores e o Líder do Grupo Prof. Dr Wilson Engelmann publicam na revista supra, artigo defendendo a necessidade de marcos regulatórios com nanotecnologias sob a égide dos princípios jurídicos.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
NanoAventura
Aos leitores do blog, segue a recomendação de um interessante projeto desenvolvido pela UNICAMP sobre nanotecnologias. O projeto NanoAventura visa difundir as nanotecnologias na sociedade, fornecendo material de apoio para professores interessados em conhecer as nanotecnologias e propor atividades relacionadas à temática em sala de aula. Vale a pena conferir!
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Membros do Grupo em Brasília
Na foto: André Stringhi Flores e o líder do Grupo Jusnano Prof. Wilson Engelmann.
Segue o nosso agradecimento pelo convite do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Grupo Jusnano na próxima semana estará em Brasília
Os membros André Stringhi Flores e Wilson Engelmann (líder do Grupo) participaração da II Reunião dos Grupos de Trabalho de nanotecnologias (GT de Mercado, GT de Marco Regulatório, GT de Cooperação Internacional e GT de Formação de Recursos Humanos) no edifício-sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Esplanada dos Ministérios, Brasília/DF.
Segue a programação anexa:
Estrutura da II Reunião dos Grupos de Trabalho
(16 de Dezembro)
MANHÃ
10:00 Apresentação Finep
10:30 Apresentação BNDES (a confirmar)
11:00 Grupos de Trabalho
I. GT Mercado
II. GT Marco Regulatório
III. GT Cooperação Internacional
IV. GT Formação de Recursos Humanos
TARDE
14:30 Grupos de Trabalho
V. GT Mercado
VI. GT Marco Regulatório
VII. GT Cooperação Internacional
VIII. GT Formação de Recursos Humanos
17:00 Apresentação dos Programas de Trabalhos dos GTs
Local: Edifício-sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Esplanada dos Ministérios, Bloco J, Sala 622, Brasília/DF.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Publicação na Revista da Ajuris
Caros colegas,
gostaria de divulgar o nosso novo artigo publicado: "A phrónesis como mediadoraética para os avanços com emprego das nanotecnologias: em busca decondições para o pleno florescimento humano no mundo nanotech". Revista da AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 309-325, set. 2009.
O trabalho foi desenvolvido por André Stringhi Flores e o líder do Grupo Jusnano Prof. Dr. Wilson Engelmann.
Os outros trabalhos publicados na revista são:
SUMÁRIO:
Revista da AJURIS. Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, set. 2009. 360 p.
MAYA, André Machado ; GIACOMOLLI, Nereu José . A citação por hora certano processo penal. Revista da AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115,p. 11-27, set. 2009.
NEDEL, Antônio Carlos. A independência da funçao judicial comopossibilidade de realização do direito. Revista da AJURIS, Porto Alegre:AJURIS, v.36, n.115, p. 29-37, set. 2009.
NASSIF, Aramis. Júri: a controvérsia na quesitação da inimputabilidade edos excessos culposo e exculpante. Revista da AJURIS, Porto Alegre:AJURIS, v.36, n.115, p. 39-47, set. 2009.
MOLINARO,Carlos Alberto. A jurisdição na proteção da saúde: breves notassobre a instrumentalidade processual. Revista da AJURIS, Porto Alegre:AJURIS, v.36, n.115, p. 49-72, set. 2009.
TEIXEIRA, Dálvio Leita Dias. A constitucionalidade da tributaçãoambiental no Brasil. Revista da AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36,n.115, p. 73-84, set. 2009.
FACCHINI NETO, Eugênio. A outra justiça-ensaio de direito comparadosobre os meios alternativos de resolução de conflitos. Revista daAJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 85-117, set. 2009.
ALBERTON, Genacéia da Silva. Repensando a jurisdição conflitual. Revistada AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 119-158, set. 2009.
FERRAZ, Leslie Shérida. Acesso à justiça qualificado e processamento dedemandas repetitivas nos juizados especiais cíveis. Revista da AJURIS,Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 159-171, set. 2009.
SCAPINI, Marco Antonio de Abreu. Violência dos sistemas processuaispenais: uma abordagem crítica desde uma potência inquisitorial. Revistada AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 173-186, set. 2009.
JOBIM, Marco Félix. A concessão de liminar nas ações declaratórias deinconstitucionalidade: uma análise sobre o caso dos fetos anencefálicos.Revista da AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 187-195, set.2009.
FACCINI NETO, Orlando. Um novo juiz para um novo século. Revista daAJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 198-213, set. 2009.
CALIENDO, Paulo. Contribuiçao de melhoria: novas perspectivas para atributação e financiamentode obras públicas. Revista da AJURIS, PortoAlegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 216-237, set. 2009.
LEAL, Rogério Gesta. Ordem econômica e meio ambiente: aspectoseconômicos e sociais das decisões judiciais. Revista da AJURIS, PortoAlegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 239-268, set. 2009.
AUGUSTIN, Sérgio; ALMEIDA, Ângela. A indefinição jurisprudencial em facedo dano moral coletivo. Revista da AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36,n.115, p. 269-282, set. 2009.
MARTINI, Simone. Preservação ambiental e participação popular. Revistada AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 283-296, set. 2009.
GÓIS, Veruska Sayonara de . Interesse público no esado democrático dedireito: anotaçõessobre conceituação, titularidade e processualidade.Revista da AJURIS, Porto Alegre: AJURIS, v.36, n.115, p. 297-308, set.2009.
Atenciosamente,
André Stringhi Flores
Membro do Grupo Jusnano. Pesquisador em Marcos Regulatórios e Nanotecnologias. Bolsista de Iniciação Científica - UNISINOS/FIOCRUZ
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Nanotecnologia cria exame ao cancro da próstata 300 vezes mais preciso
Um grupo de investigadores dos EUA e da Áustria desenvolveu um novo exame capaz de diagnosticar a recorrência do cancro da próstata anos antes de os testes convencionais
A novidade pode ajudar a identificar sinais de aviso em casos de retorno da doença em doentes submetidos à cirurgia de remoção da próstata, noticia a agência brasileira Fapesp.
Chad Mirkin da Universidade Northwestern e colegas usaram sondas feitas de nanopartículas de ouro para detectar o antigénio prostático específico (PSA), um marcador da doença encontrado no sangue, em 18 homens.
Com o novo método foi possível observar valores de PSA muito inferiores a 0,1 nanogramas por milímetro, o limite dos testes actuais – 1 nanograma é igual a 1 bilionésimo de grama. Segundo os investigadores, o exame é cerca de 300 vezes mais sensível do que os testes de PSA disponíveis actualmente.
Níveis do PSA
Níveis muito baixos do PSA, que não seriam percebidos pelos métodos actuais, puderam ser detectados em amostras de todos os doentes submetidos à prostatectomia e analisados.
Os autores foram capazes de associar uma elevação nos níveis do PSA com a recorrência do cancro e os níveis mais baixos com a não recorrência da doença.
Os investigadores afirmam que o novo teste pode ajudar os médicos a determinar quais doentes têm maiores probabilidades de cura após a cirurgia e quais poderão ter a recorrência. O método também pode ajudar a monitorizar a eficácia de terapias pós-cirurgia, como radioterapia ou quimioterapia.
O estudo vai ser publicado online e na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)
Retirado de: http://www.minsaude.gov.cv/index.php?option=com_content&task=view&id=470&Itemid=2
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Notícias: Nanotecnologia cria cobre quatro vezes mais forte
Pesquisadores chineses e holandeses, trabalhando conjuntamente, demonstraram que é possível fabricar cobre 4 vezes mais forte do que o metal comercialmente disponível - e mantendo sua tradicional característica de maleabilidade.
Como a condutividade termal e elétrica do supercobre também têm níveis bons, os cientistas veem o novo material como uma alternativa promissora para a fabricação de cabos elétricos muito mais resistentes do que os atuais.
Microestrutura dos metais
A resistência dos metais depende de sua microestrutura - a forma como seus átomos se organizam em sua rede cristalina. Quanto mais fina for a estrutura, mais forte é o metal. Os cientistas agora demonstraram que esse princípio vale também para as já finíssimas estruturas cristalinas dos metais.
Além da importância tecnológica, a descoberta também é cientificamente significativa, melhorando o entendimento de como os metais se cristalizam e como os átomos interagem para formar suas estruturas internas.
Nanometal
Os cientistas descobriram que a resistência do cobre vai aumentando à medida que sua estrutura se torna mais fina, até atingir um limite máximo. Quando as nanoestruturas cristalinas ficam menores do que 15 nanômetros, o cobre inesperadamente começa a se tornar mais frágil. Os pesquisadores também identificaram e descreveram esse processo de enfraquecimento com a ajuda de um microscópio eletrônico.
Ao manipular as estruturas em dimensões abaixo dos 100 nanômetros, a dimensão abaixo da qual nascem as nanotecnologias, os pesquisadores criaram um dos primeiros nanometais superfortes, com possibilidade práticas de uso industrial imediato.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanotecnologia-cobre-quatro-vezes-mais-forte&id=
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=nanotecnologia-cobre-quatro-vezes-mais-forte&id=
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